segunda-feira, 17 de junho de 2013


SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM -TEXTO AVESTRUZ- MÁRIO PRATA.

 Texto: Avestruz de Mário Prata.

 Público alvo: 6° ano ( Ensino Fundamental )

 Tempo previsto: 2 a 4 aulas


Conteúdos e temas:Traços característicos da crônica narrativa, síntese das capacidades de leitura com sugestões de como desenvolver ( Rojo, 2004 ); gêneros
gêneros e progressão em expressão oral e escrita - elementos para reflexão sobre uma experiencia suiça (Francófona )
Competências e habilidades: Explorar, desenvolver e ampliar as capacidades de leitura. 
Estratégias: Trabalho diversificado com diversos recursos; apresentação de imagens, poemas, charges, etc.
 Antes de ler o texto:
-Ativar os conhecimentos de mundo, antecipação, fazer o levantamento das hipóteses sobre o título, fazendo questionamentos.
-Checar as expectativas dos alunos em relação ao texto fazendo questionamentos.
Iniciar uma roda de conversa. Realizar algumas perguntas, fazendo suspense.
Que animal aparece no texto?
Que espécie de animal vocês acham que ele é?
Você já viu um avestruz?
Quais são suas características?
E o seu tamanho? Você têm noção?
Como seria ter um avestruz em casa como animal de estimação? Você acha que daria certo?
Seria bom para o avestruz?
 Após os comentários, o Professor daria o texto xerocado ou passaria no datashow.
Agora leia o texto a seguir:
 Texto Avestruz de Mário Prata.
 O filho de uma grande amiga pediu, de presente pelos seus dez anos, uma avestruz. Cismou, fazer o quê? Moram em um apartamento em Higienópolis, São Paulo. E ela me mandou um e-mail dizendo que a culpa era minha. Sim, porque foi aqui ao lado de casa, em Floripa, que o menino conheceu as avestruzes. Tem uma plantação, digo, criação deles, Aquilo impressionou o garoto.
 Culpado, fui até o local  saber se eles vendiam filhotes de avestruzes. E se entregavam em domicílio.
 E fiquei a observar a ave. Se é que podemos chamar aquilo de ave. A avestruz foi um erro da natureza, minha amiga. Na hora de criar o avestruz, deus devia estar muito cansado e cometeu alguns erros. Deve ter criado primeiro o corpo, que se assemelha, em tamanho, a um boi. Sabe quanto pesa uma avestruz? Entre 100 e 160 quilos, fui logo avisando a minha amiga . E a altura pode chegar a quase três metros . 2,7 para ser mais exato.
 Mas eu estava falando da sua criação por deus. Colocou um pescoço que não tem absolutamente nada a ver com o corpo. Não devia mais ter estoque de asas no paraíso, então colocou asas atrofiadas. Talvez até sabiamente para evitar que saíssem voando em bandos por aí assustando as demais aves normais.
 Outra coisa que faltou foram dedos para os pés. Colocou apenas dois dedos em cada pé.
 Sacanagem, Senhor!
 Depois olhou para sua obra e não sabia se era uma ave ou um camelo. Tanto é que logo depois, Adão, dando os nomes a tudo que via pela frente, olhou para aquele ser meio abominável e disse: Struthio camelus australis. Que é o nome oficial da coisa. Acho que o struthio deve ser aquele pescoço fino em forma de salsicha.
 Pois um animal daquele tamanho deveria botar ovos proporcionais ao seu corpo. Outro erro. É grande, mas nem tanto. E me explicava o criador que elas vivem até os setenta anos e se reproduzem plenamente até os quarenta, entrando depois na menopausa, não têm, portanto, TPM. Uma avestruz com TPM é perigosíssima!
 Podem gerar de dez a trinta crias por ano, expliquei ao garoto, filho da minha amiga. Pois ele ficou mais animado ainda, imaginando aquele bando de avestruzes correndo pela sala do apartamento.
 Ele insiste, quer que eu leve uma avestruz para ele de avião, no domingo. Não sabia mais o que fazer.
 Foi quando descobri que elas comem o que encontram pela frente, inclusive pedaços de ferro e madeiras. Joguinhos eletrônicos, por exemplo. Máquina digital de fotografia, times inteiros de futebol de botão e, principalmente, chuteiras. E, se descuidar, um mouse de vez em quando cai bem.
 Parece que convenci o garoto. Me telefonou e disse que troca o avestruz por cinco gaivotas e um urubu.
 Pedi para a minha amiga levar o garoto num psicólogo. Afinal, tenho mais o que fazer do que ser gigolô de avestruz.
Prata, Mário.Avestruz
 Localização de Informações;
 Comparação de informações; Generalizações.
- Identificar palavras-chave.
-Vocabulário. Uso do dicionário.
-Ficha Técnica do avestruz com informações do texto.
 Ficha Técnica.
-Nome científico.
-Altura.
-Peso
-Habitat.
Alimentação
 Durante a leitura:
 Fazer inferências sobre o texto.
Porque vocês acham que o garoto não se interessou em obter o avestruz? Como ele se convenceu?
Percepção de outras linguagens. Apreciações estéticas ou afetivas, apreciação relatiava a valores éticos ou políticos..
 O filho de uma grande amiga pediu, de presente pelos seus dez anos, uma avestruz.
 Culpado, fui até o local saber se eles vendiam filhotes de avestruzes.
 Pois ele ficou mais animado ainda, imaginando aquele bando de avestruzes correndo pela sala do apartamento.
 Depois da leitura:
-Questionar sobre o gênero lido.
-Recuperar o contexto de produção.
-Refletir e revisar o texto.
-Explicar que esse gênero textual são publicados em jornais.
-Perguntar, quem são os leitores desse tipo de texto?
-Uma das características da crônica é a narrativa atual do cotidiano. Que elementos do etxto confirmam isto?
 PERCEPÇÃO DAS RELAÇÕES DE INTERTEXTUALIDADE; INTERDISCURSIVIDADE.
Será usada música, charge, vídeo, pesquisa feita pelos alunos, usando a internet, interdisciplinaridade com Ciências, Matemática, Artes.
 Podemos utilizar o segredo. O que seria, não colocaria o final do texto, pediria aos alunos que escrevessem o final que eles acham que teria o texto. Poderia até ser uma produção coletiva desse final. onde cada um imaginaria uma coisa. Após esse momento seria dado o final do autor do texto e faria uma comparação.

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